Copa do Mundo 2026: o que as grandes marcas ensinaram e o que você, confeiteira, pode fazer agora

Coca-Cola, iFood, Rexona, Visa. Orçamentos milionários. Mesma lógica.
A Copa não é sobre futebol. É sobre reunir pessoas. E onde as pessoas se reúnem, tem mesa. Onde tem mesa, tem comida. Onde tem comida, tem confeiteira.
Antes de falar de Copa, deixa eu te contar o que o Zé Delivery fez no show da Shakira em Copacabana, no dia 2 de maio.

A LIÇÃO DO ZÉ DELIVERY

O Zé Delivery foi o delivery oficial do Todo Mundo no Rio pelo segundo ano consecutivo. Mas o que chama atenção não é o patrocínio. É a decisão estratégica por trás dele.

A diretora de marketing da plataforma revelou o dado que justificou tudo: do público-alvo do Zé, apenas 4% foram a Copacabana assistir ao show. Os outros 73% estavam em casa ou na casa de amigos e familiares.

Eles não foram atrás de quem estava no show. Foram atrás de quem estava no sofá.

O resultado: mais de 526 milhões de impactos na campanha. Só no digital, 290 milhões. O Zé fechou 2025 com 67 milhões de pedidos e R$ 4,7 bilhões em faturamento.

A lição é direta: o maior mercado não está no evento. Está em casa.

Agora aplica isso na Copa do Mundo.

Os jogos do Brasil param o país. Famílias se reúnem. Amigos se encontram. Mesas são montadas. E alguém precisa abastecer essa mesa.

Esse alguém pode ser você.


 

5 AÇÕES PRÁTICAS PARA A COPA

1. Crie uma edição especial
A Rexona fez lata colecionável com Vini Jr. Você faz doces temáticos em embalagem verde e amarela, edição limitada com nome de Copa.

Não é sobre o produto. É sobre o momento que ele representa. Edição limitada tem prazo. Prazo gera urgência. Urgência gera venda.

2. Coloque figurinha no seu produto
A Coca-Cola escondeu figurinhas especiais debaixo do rótulo da garrafa de 600ml e distribuiu mais de 1 bilhão de unidades. O resultado foi tão expressivo que pessoas chegaram a arrancar rótulos em supermercados para pegar as figurinhas antes de comprar.

Você pode fazer o mesmo no seu tamanho.

Coloque uma figurinha avulsa dentro da caixinha de doce, na embalagem do kit ou no fundo da sacola kraft. O cliente abre em casa, encontra a figurinha e lembra de você.

Se quiser ir além: crie sua própria coleção de figurinhas temáticas. Mande imprimir em gráfica, são baratas. Numere de 1 a 10. Quem completar a coleção ganha desconto ou um brinde. Isso não é só presente. É motivo para o cliente voltar.

3. Se você tem espaço físico, crie um evento
O iFood quer bater recorde de troca de figurinhas no Ibirapuera com 5 mil pessoas. A Daki criou ponto de encontro no Parque Villa-Lobos. A Visa montou espaços em 45 shoppings.

Você não precisa de parque nem de shopping. Precisa de pretexto para movimentar seu espaço.

Crie um dia de troca de figurinhas no seu ateliê ou loja. Divulgue no Instagram com antecedência. Quem vier trocar encontra também seus produtos colecionáveis de Copa e o kit torcida.

O evento vira conteúdo. O conteúdo vira venda. E você fica na memória de quem foi.

4. Venda o kit, não o produto
Coca-Cola e McDonald’s não vendem refrigerante e hambúrguer na Copa. Vendem combo. Vendem experiência completa.

Monte seu kit de Copa com doces temáticos em caixinha verde e amarela. Coloque um nome. “Kit Torcida”, “Mesa do Jogo” ou “Combo Brasil”.

Kit tem ancoragem de valor. Kit justifica preço maior. Kit resolve uma ocasião inteira.

5. Antecipe
A Copa começa em junho. As marcas começaram em abril. Quem aparece só na semana do jogo briga por atenção com todo mundo.

Comece agora. Um post por semana sobre Copa já posiciona seu negócio de confeitaria antes da concorrência.


 

A COR QUE MOVE O BRASIL

Existe uma história que pouca gente conhece sobre o amarelo da seleção.

Depois da derrota de 1950, no Maracanã, o uniforme branco passou a carregar o peso do fracasso. Em 1953, o jornal Correio da Manhã lançou um concurso para criar uma nova camisa. O Brasil foi às urnas não para escolher um político, mas para decidir com quais cores queria se apresentar ao mundo.

O verde e amarelo venceram.

Desde então essa paleta extrapolou o futebol. Está nas fachadas de Salvador, nas bandeirinhas de festa junina, nos mercados de Belém, nos blocos de Carnaval. O brasileiro não veste verde e amarelo só quando assiste ao jogo. Veste quando quer sentir que pertence a algo maior.

Cada grande seleção carrega uma história nas cores que escolheu. O azul da França vem do manto de São Martinho, santo padroeiro medieval. O laranja da Holanda é a cor da Casa de Orange-Nassau, dinastia que fundou o país. O vermelho da Espanha é o das antigas coroas de Castela e Aragão.

Cor não é estética. É identidade. É história. É pertencimento.

E durante a Copa seus clientes vão querer exatamente isso. Sentir que fazem parte de algo. Celebrar junto. E a mesa que montam em casa para assistir ao jogo faz parte dessa celebração.

Seu kit verde e amarelo não é só um produto bonito. É a cor que o Brasil escolheu para se apresentar ao mundo em 1953 e que ainda para tudo em 2026. Quando você entrega uma caixinha nessa paleta, está entregando um pedaço desse sentimento.

Use isso na sua narrativa de venda. Não venda doce. Venda o momento.

Fonte: Correio da Manhã / Museu do Futebol / Suvinil


 

O QUE A COPA ENSINA SOBRE NEGÓCIO

As grandes marcas não descobriram nada novo. Elas executam em escala o que você pode fazer no tamanho do seu negócio.

O Zé Delivery entendeu que o maior consumo não estava em Copacabana. Estava nos 73% que ficaram em casa.

Os jogos do Brasil param o país. As pessoas se reúnem. E alguém vai abastecer essa mesa.

Você tem produto. Você tem cliente. Você tem o momento.

O que falta é decisão.

Fontes: Meio e Mensagem, Mundo do Marketing, Exame, Coca-Cola Brasil, Portal Felipe Mello, Suvinil / maio 2026



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Por Jucy Freitas | Fundadora do NPC — Negócios para Confeiteiras
Ensino confeiteiras a viver do negócio com lucro, estrutura e previsibilidade. Se você quer saber qual o melhor caminho pro seu momento agora, fala comigo no WhatsApp.

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